FAMÍLIA PIRES DO SERIDÓ

 


             Major ANTÔNIO PIRES DE ALBUQUERQUE GALVÃO (1797/1857). Filho de Antônio Pires e de Teodora de Jesus. Esposo de GUILHERMINA FRANCISCA DE MEDEIROS ROCHA  (1802/1840). Filha do Capitão-mor Manoel de Medeiros Rocha e de Anna Pereira de Araújo. Genitor de Antônio Pires de Albuquerque Galvão Júnior;        Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão;    Teodora Maria de Jesus; Belino Pires de Albuquerque Galvão; Ana Maria de Jesus; Manoel Pires de Albuquerque Galvão; Bernadino Pires de Albuquerque Galvão.                          

            Antes de adentrar nos relatos passados de geração em geração, é importante destacar o  pensamento  liberal que remontava  o  fim  do  século  XVIII, quando tivemos a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos.  Segundo os conceitos do liberalismo, o homem é naturalmente livre, então, buscou-se limitar-se o poder de atuação dos Estados para dotar de maior força a autonomia privada  e  deixar  o  Estado apenas  como  força  de  harmonização  e consecução dos direitos.

O governo que estava submetido à Província pernambucana era experimentado em guerras, batalhas, saques aos povos subjugados. Época em que se deu a volta de D. João à Portugal. Ressaltada 'volta' era uma consequência direta da Revolução do Porto de 1820 e da convocação das Cortes, que idealizavam o retorno da família real e da Corte portuguesa, esta última entendida como o conjunto de órgãos públicos responsáveis pela administração do Estado. 

As principais revoluções ocorridas durante o Período Joanino foram a Revolução Pernambucana (1817), movimento com influências iluministas, composto por senhores rurais e homens livres que se manifestavam contra aos altos impostos gerados pelos vultuosos gastos da Corte no RJ e que desejavam maior participação política; e  Dessa forma, D. João VI foi para Portugal deixando D. Pedro, seu filho, como príncipe regente no Brasil.  Por sua vez, o Governador de Pernambuco à época  Luís do Rego Barreto (1778-1840) foi um militar português que lutou na guerra contra os franceses na ocupação napoleônica, ao lado dos ingleses e espanhóis.

Era um general deveras violento e autoritário. Chegou ao Brasil, nomeado pelo rei D. João VI, para reprimir o sentimento de rebeldia que caracterizava os pernambucanos. Nesse contexto ocorreu uma cisão política no Brasil: Partido Português (funcionários públicos, militares e comerciantes portugueses) que concordava com a política das Cortes de Portugal x Partido Brasileiro (grandes latifundiários) que defendia a manutenção do liberalismo comercial. Contudo, em Recife o clima era tenso, culminando na tentativa de morte do próprio governante da destacada  Província de Pernambuco. Esta foi uma província do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e posteriormente do Império do Brasil, tendo sido criada em 28 de fevereiro de 1821 a partir da Capitania de Pernambuco. 

As prisões estavam cheias, o terror tomava conta do Recife, de Olinda e do interior da Província pernambucana. A urbe estava tensa e a população decidiu combater.  Assim, como justificar o combate contra o governante opressor? Focando no objeto da nossa revelação, foi tirado a sorte dentre os jovens para saber quem iria efetuar o combate ao último administrador português. Já diz o dito popular, 'pode ser sorte ou pode ser azar' (...), o certo é que sobrou para ANTÔNIO PIRES DE ALBUQUERQUE GALVÃO e JOÃO SOUTO MAIOR, este,  pagando com a própria vida. Reverenciado com nome de rua  próximo à Ponte Boa Vista (local dos fatos). 

No dia 20 de julho de 1821, os destinados sorteados dentre um grupo de jovens atentaram  contra o supracitado Marechal, a qual utilizaram arma de fogo, quiçá uma garrucha. Perseguidos, JOÃO SOUTO MAIOR lançou-se ao rio e momentos depois foi encontrado morto. O marechal LUÍS DO REGO BARRETO, ferido, foi levado para restabelecimento na casa do senhor de engenho local. Já ANTÔNIO, teria que evadir-se do Recife e se enfurnou num Armazém que estocava sal. 

O ocorrido de per si, não os fez  criminosos comuns, nem homicidas, nada disso. Para a população pernambucana era questão de limite à imposição abusiva e que fossem elevados os guerreiros. Como bem disse Câmara Cascudo: "Moço forte, bonito." (...) Chegou até o Armazém de Sal, que era um edifício na Rua da Conceição para a Rua do Hospício, que lhe ficava na parte posterior. No local estava o Capitão-mor MANOEL DE MEDEIROS ROCHA, filho de RODRIGO MEDEIROS ROCHA e genitor GUILHERMINA FRANCISCA DE MEDEIROS, que ao encontrá-lo passou a lhe dar proteção.

Ausência de Recife seria a única alternativa para salvaguardar a vida do predestinado. E nada poderia levar, nem mesmo as próprias roupas, dado o disfarce necessário em meio aos serviçais.  Na madrugada,  o "comboio" portando bruacas de couro contendo rapadura, mel, tecidos e alguns itens advindos da Europa  se moveu pela antiga estrada rumo à Parayba, passando pela antiga estrada de GOIANA. 

Vez por outra a história reaparece como a aurora diária em nossas vidas. É justamente da  localidade ‘Boa Vista’ em Recife – Pernambuco, que ANTÔNIO PIRES D’ALBUQUERQUE GALVÃO (1797-1857) vai partir para construir uma numerosa prole no sertão seridoense ao matrimoniasse com a filha do Capitão-mor indo residir na Fazenda Glória próxima à Vila do Príncipe. A historiografia oficial deu pouco destaque ao incidente, contudo, não menos importante do que as revoltas eclodidas em todo o Brasil no ressaltado período monarquista.

  


Major SÉRVULO PIRES DE ALBUQUERQUE GALVÃO (1829/1918). 

 Filho de Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1797/1957) e de Guilhermina Francisca de Medeiros Rocha (1802/1840). Esposo de Josefa Pires de Albuquerque Galvão (1841/1916)  irmã do Cel. Silvino Bezerra de Araújo Galvão, vice governador do Rio Grande do Norte e líder político da cidade de Acari/RNGenitor do Cel. Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão Filho (1857/1927); Maria Jerônima de Albuquerque Galvão (18631916); Teodora Cândida de Albuquerque Galvão (1869/1947); Adonias Pires de Albuquerque Galvão; Francisco Braz de Albuquerque Galvão (1873/1938); Cipriana Galvão Bezerra (1874/1933). 



  MARIA BENTA DE ALBUQUERQUE  (1848 - 1926). Filha de Antônio Pires de Albuquerque Galvão Júnior e de Porphíria Alexandrina de Jesus (Esta irmã do Pe. Tomaz de Araújo Pereira). Contraiu primeira núpcias com Bellino Pires de Albuquerque Galvão, gerando desta união: 3 (três) filhas e 1 (um) filho. Viúva, matrimoniosse pela segunda vez com Pedro Paulo Medeiros Dantas. Dessa união gerou 10 (dez) filhos: Pedro Paulo de Medeiros (1875), Antônio Rafael Dantas (1876), Manoel Sérgio de Medeiros (1877), Francisco Sátiro de Medeiros (1879), Ana Maria de Medeiros (1881), Anunciada Cândida de Medeiros (1882), Enedina Pires de Albuquerque Galvão (1883), Irineu Leopoldo Dantas (1885), André Pires de Medeiros (1886), João Raphael Dantas (1888). Repassou seu quinhão da propriedade rural Carnaubinha em Acari/RN para o seu irmão Major ANTÔNIO PIRES DE ALBUQUERQUE GALVÃO (Terceiro), notadamente por causa da famigerada seca em fins do Século XIX, oportunidade da compra da Fazenda Marcação em Currais Novos/RN por intermédio do Cel. José Bezerra da Aba da Serra.

 Tenente-coronel ANTÔNIO PIRES DE ALBUQUERQUE GALVÃO (1849-1934)  O 'major' Pires como era populamente mencionado, nasceu em 08 de Novembro de 1849 e faleceu em 24 de Maio de 1934. O seu pai faleceu moço, com apenas quarenta anos de idade das febres forte envolto em mantas e está sepultado no cemitério do Bico da Arara, que se encontra, atualmente, abandonado. O Major foi casado duas vezes, a primeira com Porphíria Alexandrina de Jesus e a segunda com Nathália Augusta Pires (Araújo, nome de solteira). Do primeiro consórcio matrimonial advém a seguinte prole: Enéas Pires Galvão; Cipriano Pires Galvão; Antônio Pires Galvão; João Deão Pires Galvão; Francisco Elviro Pires de Albuquerque Galvão; José Pires Galvão; Leônidas Pires Galvão; Horácio Pires Galvão; Terezinha Pires Galvão; Ana Pires Galvão.


Já do segundo casamento temos:  de onde advém o famoso e destacado neto - poeta Dr. José Gonçalves de Medeiros.


MANOEL SÉRGIO DE MEDEIROS (1877 - 1960). Filho de Pedro Paulo de Medeiros Dantas e Maria Benta de Albuquerque. Irmão de  Irineu Leopoldo Dantas, Francisco Sátiro de Medeiros, Antônio Paulo Dantas, Anunciada Cândida de Medeiros, Pedro Paulo de Medeiros, Ana Maria de Medeiros, André Pires de Medeiros, João Raphael Dantas.  O patriarca da família 'PAULO': era filho de MARIA BENTA DE ALBUQUERQUE e de PEDRO PAULO DANTAS DE MEDEIROS. Manoel Sérgio casou duas vezes. Da união do primeiro casamento de Manoel Sérgio de Medeiros com Deolinda Libânia de Araújo nasceram 13 filhos: Maria Benta de Medeiros, Libânia Deolinda de Araújo, Gerôncio Pires de Medeiros, Ana Medeiros, Rita de Medeiros Gomes, Francisco Medeiros, Antônio Lisboa de Medeiros (Tonho), José Pires de Medeiros (José Paulo), Luiz Gonzaga de Medeiros, João Evangelista de Medeiros (João Paulo), Pedro Paulo de Medeiros, Manoel Quinino de Medeiros e Francisca Medeiros Galvão. Após ter enviuvado de seu primeiro matrimônio (com cerca de 48 anos) Manoel Sérgio de Medeiros, em 28 de fevereiro de 1925, casou pela segunda vez com Teresa Moraes de Albuquerque e com ela teve mais 11 filhos: Edith de Medeiros Cavalcanti, Violeta Morais Gomes, Elça Morais de Medeiros, Maria das Neves de Morais Medeiros Cavalcante, Núbia Morais Bezerra de Medeiros, Terezinha Medeiros Gralheiro, Ivanaldo Medeiros, Luiz Ivalito, Ivanethe Medeiros e outros. 


 

   FRANCISCO GONZAGA GALVÃO (1887 - 1979). Filho do Major Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão Filho e de Francisca Leopoldina Pereira de Araújo. Bisneto do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (Primeiro) e Guilhermina Francisca de Medeiros Rocha. Foi deputado estadual em várias legislaturas, sobretudo em 1924, 1935, bem como prefeito de Angicos/RN antes de 1930. 

 

     HORÁCIO PIRES GALVÃO (1891 - 1950). Filho caçula do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão  e de Porphíria Alexandrina de Jesus. Casado com ANA MARCOLINA DE JESUS (1895/1981), filha de Manoel Aprígio de Araújo Galvão (1872/1953) e de Ana Marcolina Pereira de Araújo (1870/1895). Genitor de Juazez Pires Galvão, Catarina Pires Galvão, Adaltiva Pires Galvão, Maria Pattira Pires e outros. Proprietário da Fazenda Carnaubinha, herança de seu genitor.

 

   JOSÉ BRAZ DE ALBUQUERQUE GALVÃO    (1896 - 1983). Filho de Francisco Braz de Albuquerque Galvão e Isabel Bezerra de Araújo. Contraiu matrimônio em 28/11/1918 com CANTÍDIA AUDA PIRES GALVÃO, filha de João Alfredo Pires de Albuquerque Galvão e Cecília Celestina de Oliveira. Ambos bisnetos do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão e Guilhermina Francisca de Medeiros.   Em sua biblioteca particular continha os  livros: "COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS" de Dale Carnegie; Toda a coleção de José de Alencar e outros não menos raros.  Neste espaço que abrigou ou, abriga, ressaltada biblioteca, contém aberturas nas paredes que direcionam para as 'entradas' que davam acesso às porteiras do terreiro do sobrado. Artimanha para focar as carabinas Winchester 44, armas fabricadas pelo Winchester Repeating Arms Company que comumente foi usada nos EUA. Importada  pelos brasileiros na última metade do Séc. XIX e início do  XX, para se protegerem de levantes ditos comunistas, ou empreitadas de bandos criminosos conhecidos como cangaço. 




  


      ARNAULD PIRES FERNANDES (1911 - 1986). Nasceu em Acari/RN. Filho de Aurélio Pires de Albuquerque Galvão e de Emérita Fernandes Pires. Neto do Juiz Manoel José Fernandes pela linha materna e bisneto do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão. Casou com Elza Clarindo Pires Fernandes (1918/2014) em Altos/PI. Ela nasceu em Nova Russas/CE .  Desse enlace matrimonial adveio a seguinte descendência:  Charles Arnaud Pires Fernandes, Maria Emérita Fernandes Brito, Maria dos Remédios Pires Fernandes, Sônia Maria Pires Fernandes, Helena Maria Pires Fernandes, Gilda Maria Pires Fernandes, Lêda Maria Pires Fernandes, Iêda Maria Pires Fernandes e José Aurélio Pires Fernandes.  Além de 20 (vinte) netos e outros tantos bisnetos. 

 

ADONIAS PIRES DE MEDEIROS  (1923/2005). Nasceu em  Currais Novos/RN (Galvanopólis). Neto de Manoel Sérgio Dantas e, bisneto de Maria Benta de Albuquerque  que veio do município de Acari/RN para a Fazenda Marcação.  Pentaneto do Presidente da Província do Rio Grande Tomás de Araújo Pereira (terceiro) e tetraneto de Antônio Pires de Albuquerque Galvão (Primeiro). Seu aspecto físico muito se assemelha ao do seu tio:  Vigário Tomaz Pereira de Araújo, deputado provincial por quatro legislaturas no Século XIX.  Casou-se com Maria Costa Medeiros, também natural da mesma cidade Galvanopólis/RN. Só que o encontro dos dois foi em terras mineiras. Ele veio de navio pelo Rio de Janeiro e ela, em "pau-de-arara". Dessa união, tiveram dez filhos: Nilson, Maria de Lourdes, José Divino, Carlos Humberto, Marcivan, Elcio, Lucimar, Lunalva, Eliene e Elvio. Goiás e Minas Gerais, são terras desbravadas por esta família. O maior legado de Adonias Pires de Medeiros foi a alegria e a honestidade transferida aos descendentes. Exímio contador de "causos", rimas e  trovas conseguia prender a atenção de todos.  Partiu para a morada celeste aos 13 de março de 2005, em Tupaciguara-MG.




Filhos, netos e bisnetos



 Dr. PAULO GONÇALVES PIRES DE MEDEIROS   (1921/2007). Nasceu em Acari/RN. Filho de Mário Gonçalves de Medeiros e de Porfíria Euzébia Pires de Medeiros. Ainda muito moço foi estudar em Recife/PE, concluindo curso de Medicina no ano de 1947. Formado, encaminhou-se para Jardim do Seridó/RN, convidado pelo Cel. João Medeiros para exercer a profissão nesta cidade, onde fixou residência em substituição ao então Dr. Ruy Mariz. Casando-se com a jardinense, Maria dos Milagres Medeiros. Do casal nasceram: Drª Fabíola Gonçalves de Medeiros; Drª Patrícia Gonçalves de Medeiros; Dr. Paulo Gonçalves de Medeiros Filho e Dr. Sérgio Gonçalves de Medeiros. Seus primeiros anos foram de muitas dificuldades, pois não dispunha de recursos nem mesmo para montar um consultório. Dois anos depois já tinha clinicas com clientes espalhados em diversos municípios, tais como: Ouro Branco, São Jose do Seridó, Carnaúba dos Dantas, Equador, Junco e Cruzeta. Exerceu a profissão de médico, em contato direto com o sofrimento do povo, com o drama das populações pobres, numa região sofrida como o Seridó, procurando atender e clinicar a quantos o procurassem, numa época em que tudo era escasso. Essa frente de luta lhe despertou o interesse pela política. Ingressou na política como Prefeito de Acari, sua terra natal, onde conseguiu realizar obras importantes como a pavimentação de 50% da cidade e construção de praças. Segundo relatos foi em sua administração que a cidade de Acari conquistou o titulo de Cidade mais Limpa do Brasil. Daí partiu em 1961 para a Assembléia Legislativa, representando o Seridó, como candidato a deputado estadual indicado pelo Cel João Medeiros, tendo sido eleito no dia 03 de outubro de 1962. Dr. Paulo conseguiu cinco vezes consecutivas a cadeira de Deputado Estadual: de 1963 a 1967; de 1967 a 1971; de 1971 a 1976; de 1976 a 1980 e de 1980 a 1984, tendo sido eleito primeiro Vice-Presidente e depois Presidente da Assembléia. Sua trajetória política foi marcada na luta pelos direitos dos agricultores. Como deputado, fez parte de várias comissões, como as relativas ao crédito rural, à saúde e aos problemas advindos de estiagem. Seu último cargo público foi o Tribunal de Contas, escolhido no então governador Lavoisier Maia. Sua efetiva liderança é atribuída, primeiro a seu prestígio alicerçado em trabalho como médico; segundo ao apoio que sempre recebeu de lideranças expressivas, como o Deputado Federal Ulisses Bezerra Potiguar e a família Medeiros; e pelo seu trabalho parlamentar, foi um dos mais sérios na abordagem de problemas em nosso Estado, numa vigorosa afirmação de atitudes a serviço de grandes campanhas, às quais se entregava com ardor. O Deputado Paulo Gonçalves, durante seus mandatos na Assembléia, sempre atuou com o máximo de eficiência e serenidade. Seus pronunciamentos atraíam a atenção do plenário e da imprensa porque se prendiam a temas ligados aos problemas econômicos e sociais, principalmente, os ligados à pecuária e ao algodão. Vale salientar que o homem do campo em nosso Estado tem no Dr. Paulo, uma voz em defesa dos seus interesses e na busca permanente de soluções ao Governo de como enfrentar suas dificuldades. Cabe destacar sua marcante atividade em nossa vida intelectual e cultural, sua atuação como professor na antiga Escola Normal Regional e, sobretudo o generoso e efetivo apoio dado à Festa dos Negros do Rosário. Em 7 de agosto de 1972 recebeu da Câmara Municipal o título honorífico de “Cidadão Jardinense”.


Fonte: Livro Um Passo a Mais na História de Jardim do Seridó, escrito por José Nilton de Azevedo.



 AIRON PIRES GALVÃO (1934-2021). Filho de ARÃO PIRES GALVÃO e de EMÍLIA LOPES GALVÃO. Neto paterno de João Alfredo Pires de Albuquerque Galvão (foi prefeito de Currais Novos/RN) e Neto materno de Thomaz Lopes Galvão (Thomaz Medalha). 

  ANTÔNIO PIRES GALVÃO  (1934 - 1999). Contraiu matrimônio com Francisca Pires Galvãsua prima, que nasceu em 1936 na Fazenda Ingá,  filha de João Raphael Dantas e de Joanna Petronilla de Medeiros.  Genitor de Joana Darc Pires, Joneas Antônio Pires e Frânia de Fátima Pires. Antônio Pires, como era conhecido, era filho do Deputado Enéas Pires Galvão e de Joana Leopoldina Pereira de Araújo. Neto pela veia paterna do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão e de Porphíria Alexandrina de Jesus (filha de Aninha do Ingá).   Estudou no Colégio Diocesano de Caicó, mas sua grande paixão era a agropecuária. Foi um grande vaqueiro desde a infância e segundo os que acompanharam a sua lida no campo, quando ele saía em busca de um barbatão (boi bravo), esse voltava mascarado ao curral. Nas vaquejadas tirou muitas vezes o primeiro lugar e a comemoração final era montar no touro bravo. Agropecuarista e produtor do algodão mocó na fazenda Cabeço Branco, limítrofe a Carnaubinha, onde deu continuidade a tradição familiar dos seus antepassados e familiares da região do Seridó. Muitas histórias da sua coragem foram marcadas na sua vida nas terras do semiárido Nordestino, como um bom vaqueiro gostava de fazer amizade e até hoje é lembrado por todos.


   FRANCISCA PIRES GALVÃO (1936-) Esposa de Antônio Pires Galvão. Filha de João Raphal Dantas e de Joana Petronila de Medeiros. Neta de Pedro Paulo de Medeiros Dantas e de Maria Benta de Albuquerque. Bisneta de Antônio Pires de Albuquerque Galvão Júnior e de Porphíria Alexandrina de Jesus. Lembro na sua vereança de seis anos 1976-1982), onde apresentou projetos de pavimentação da estrada Acari- Gargalheiras. Requerimento para implantação do transporte escolar  na zona rural, reativação do clube de mãe,  incentivo ao artesanato local dentre outros. Sempre muito atuante nas aprovações de projetos de importância para o município e exercendo o  papel de fiscalizar o Poder Executivo, acompanhando as ações e políticas públicas desenvolvidas pelo prefeito e seus secretários e ao detectar falhas tornava pública nas reuniões da câmara e contava sempre com a presença e apoio popular.


O doutor Paulo Bezerra, que está se preparando para ser entrevistado no Programa Memória Viva, o que deve acontecer no decorrer desta semana, me mandou carta ainda com data de setembro (dia 22), mas que me chegou às mãos somente na véspera do feriado dos mártires de Cunhaú e Uruaçu. Um feriado, aliás, sem graça, mesmo com todo o respeito que me merecem os beatos trucidados por Jacob Rabi. Bom, mas isso é uma outra história, e voltemos à carta do doutor Paulo Balá, onde é contado quando e como o primeiro jumento apareceu nos sertões do Seridó. Atrás do coice da jumentada o ilustre missivista entra pelas veredas da etnografia e, naquele seu jeitão, estilo e linguagem inconfundíveis, próprios do verdadeiro escritor que ele é, vai enfileirando preciosas revelações em torno da arte e do ofício de se fazer cangalhas e todos os apetrechos que se botam em cima do animal que tanto serviço prestou - e ainda presta - à civilização sertaneja. Vejamos:


“Meu caro amigo.

Tive notícias de que o primeiro jumento (Equus asinus) chegado no Seridó, entre os anos de 1840 e 1850, fora levado por Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1797-1857), pernambucano que casou na fazenda “Remédios” em 9 de maio de 1821, com Guilhermina de Medeiros Rocha (1802-1840), filha do Capitão Mor Manoel de Medeiros Rocha. A informação foi de José Braz de Albuquerque Galvão (1897-1983), do Talhado, a Oswaldo Lamartine. Este ouviu também de Antônio Ernesto da Cunha - meu tio-avô -, que o primeiro casal de jumentos chegou em 1870, pelas mãos de Antônio Ernesto da Costa Pereira, meu bisavô materno, casado com Ana, do povo de Jardim dos Bertos. Do cruzamento do jumento com a besta ou do cavalo (Equus caballus) com a jumenta, resultou num híbrido - mulo ou mula - (Equus asino-caballus) o primeiro sempre estéril e ela raramente fértil, ambos de suma importância para a economia sertaneja. Mas foi o jumento - abrindo caminhos, levantando açudes, socando com seus cascos miúdos, de tanto ir e vir, o barro das paredes, carregando no seu espinhaço gente e carga, mais carga do que gente, suportando peso até selar as munhecas para trás, gemendo a cada passo -, o grande benfeitor do sertão. Para tanto se fez a sela e para tanto se fez a cangalha. O pau da cangalha, feito da oiticica, ou aroeira, ou joão-mole, ou jaramataia, consta de quatro peças iguais duas a duas, duas em forma de cabo de baladeira, que dão nos cabeçotes e duas as travessas ou “apendas”, uma de cada lado, fixadas entre si com couro cru costurado com correia de sola. Chama-se a isso enervar. Conquanto a cangalha seja apetrecho de carga, o cabeçote traseiro é derreado para trás a fim de aumentar o espaço de eventual montaria, colocando-se ainda entre os cabeçotes uma tira larga de sola - a rede - a fim de levantar o assento. A esteira, feita de junco, e há ampla variedade dele, se completa com uma cobertura de pano de algodão perpassada por fio grosso. Uma segunda cobertura é feita com couro curtido cobrindo toda a esteira, costurando-se os seus bordos com costura de surrão. Quebrada a esteira, i.é, deixando-a em ângulo para adaptar-se ao lombo do animal, sobre ele se apóia o pau da cangalha fixado por correia de sola que presa ao cabeçote perfura a esteira contornando-a e vai se prender no mesmo ponto. Chama-se repuxo, um adiante e outro atrás. Na frente, o pedaço de esteira que sobra é mais comprido, formando a tromba de cangalha. Vem então uma capa ponteada, feita de pau de bananeira, cobrindo o pau da cangalha e sobre ela, dando o acabamento, sobrecapa que pode ser de couro, ou de borracha, ou lona ou estopa. De fora parte só a rabichola - tira de couro com uns cinco dedos de largura, presa por correias ao pau da cangalha -, e a cilha, outra tira de sola comprida e estreita, de polegada a menos. Esta impede que a cangalha vire ou que num topete subindo escorregue pela garupa e aquela que, na descida, saia pelo pescoço. Cada animal de carga tem a sua cangalha. É a regra. Quanto ao arreio de cabeça, é um cabresto mesmo. Para montar, já que cangalha não tem estribo, cada cidadão arranja um jeito. Um sobe pela tromba; outro pela garupa pisando no rejeito do animal - o curvilhado - a lhe servir de apoio, ou então aproveita um desnível, uma barreira que seja, a pedra alta, um batente. Espora de “rejeto” (rejeito) é a espora descasada, sem par, usada no pé limpo, sem sapato, sendo que a de montar em cangalha tem o cachorro comprido para que a roseta alcance a barriga do animal, a chamada “espora de matuto”. Por aqui, neste sertão de tantas coisas mortas - até de feitor de cangalha -, há uns ditos relativos a ela, assim, por esse modo. 1. Quem não baixa a cabeça é cabeçote de cangalha. 2. Cangalha nova em cavalo velho é pisadura na certa. 3. Em seca tirana os bichos comem até esteira de cangalha. 4. Quando eu disser que o burro morreu pode tocar fogo na cangalha. 5. Quem não dá pra sela dá pra cangalha. 6. Segure-se nos cabeçotes. 7. Agora você vai ver com quantos paus se faz uma cangalha. O nome virou topônimo no Piauí: Serra da Cangalha, com 600 metros de altitude e no Espírito Santo - Serra das Cangalhas, com 800. Também pegou como apelido de gente, não se sabe se virando nome de família. Fulano de Tal Cangalha, no Acari e, em Currais Novos outro com o mesmo nome segundo Ibanez Pereira, cujos filhos não seguiram a sua arte - um remendador de cangalha -, e foram embora para o Acre. Também em Serra Caiada, no dizer de Geraldo Paz. E há a queixa dolorosa do portador que no meio de uma cangalha machucou um grão no cabeçote. E por aqui eu fico ruim de corte devido às mazelas do estrago dos carretéis do meu pescoço.

Ipueira, 22 de setembro de 2007.




FAZENDA ACAUà

Sede da Fazenda Acauã  onde Maria Beatriz Pereira de Medeiros passou toda a sua infância. Ela, neta do Deputado Estadual Enéas Pires Galvão (1889 - 1961). Hoje esta casa sede  se encontra fechada, sendo acolhida e protegida pelo IPHAN, não obstante propriedade privada pertencente a um primo de Enéas Pires Galvão. A atuação do Iphan no Rio Grande do Norte teve início com o primeiro tombamento, a Fortaleza dos Reis Magos, em 1949. Antes de ser criada a Superintendência - em 2009 - havia o Escritório Técnico vinculado a então coordenadoria do Ceará, na década de 1960. A atual sede serviu para diferentes finalidades, inclusive de residência do santo popular de Natal, o padre João Maria, cuja beatificação encontra-se em andamento. Porém, sua utilização mais remota data do início do século XVII, quando o imóvel foi construído para abrigar o Armazém Real da Capitania do Rio Grande.  O primeiro marco de posse erguido no Brasil pelos portugueses, datado de 1501, está no Rio Grande Norte, e é conhecido como o Marco Quinhentista de Touros. Foi fincado no local onde aportou a expedição comandada por Gaspar Lemos, na praia de Touros, no Cabo São Roque. Mais tarde, foi considerada como uma pedra milagrosa pelos habitantes que começaram a retirar pedaços para fazer um chá que, supostamente, ajudava na recuperação de doentes. O Marco foi transferido para Natal, a capital do Estado, e está na Fortaleza dos Reis Magos desde 1976, protegido pelo Iphan. São 47 bens tombados em nove municípios Rio Grande do Norte, dentre os quais 37 imagens sacras, nove edificações, e um bem de natureza imaterial - a Festa de Santana de Caicó. Nas páginas 79 e 80, da lista de bens materiais tombados e processos em andamento (1938 a 2015) que reúne informações sobre todo o Brasil, estão os bens tombados pelo Iphan, no Estado do Rio Grande do Norte. 



Agosto 1925

Enéias Pires Galvão (Terno escuro - Pai de FRANCISCA PIRES GALVÃO)

Sérvulo Pereira de Araújo (Terno claro - Primeiro esposo de FRANCISCA PIRES GALVÃO)

Amélia Pires Galvão (Criança de tenra idade ao colo da mãe FRANCISCA PIRES GALVÃO)

José Pires Galvão (Terninho claro, sentado de braços cruzados ao centro -
Irmão de FRANCISCA PIRES GALVÃO)

FRANCISCA PIRES GALVÃO e SÉRVULO LEODEGÁRIO PEREIRA

Aqui estão as 38 pessoas que você pode adicionar à sua árvore:


Nós encontramos
Francisca "Chiquinha" Pires Galvão
Avó materna
Nascimento: 14 de fev de 1904
Falecimento: 7 de out de 1980
Pais: Enéas Pires Galvão e Maria Cândida Pires
Irmãos: Venício, Maria do Carmo, Beatriz e José
Parceiros: João Bezerra de Araújo e Sérvulo Leodegário Pereira
Filhas: Amélia, Maria Beatriz e Júlia


Da árvore gerenciada por A. E. Galvão Bezerra do Brasil
Enéas Pires Galvão
Seu pai
Maria Cândida Pires
Sua mãe
Amélia Pires de Araújo
Sua filha
Júlia "Julinha" Pires de Araújo
Sua filha
João Bezerra de Araújo
Seu marido
Venício Pires Galvão
Seu irmão
Beatriz Pires Galvão
Sua irmã
Maria do Carmo Pires Cunha
Sua irmã
José Pires Galvão
Seu irmão
Antônio Pereira de Araújo
Pai do seu cônjuge
Tereza Felismina de Albuquerque
Mãe do seu cônjuge
Gregório Leonardo Bezerra
Seu genro
Antônio Pereira de Araújo
Avô paterno do seu cônjuge
Teodora Maria de Jesus
Avó paterna do seu cônjuge
Cândida Pereira de Araújo
Cônjuge do pai do seu cônjuge
Ana Marcolina de Araújo Galvão
Irmã do seu cônjuge
Cipriano Pereira de Araújo
Irmão do seu cônjuge
Teodora Rosália de Viterbo
Irmã do seu cônjuge
Tomaz Pereira de Araújo
Irmão do seu cônjuge
Luzia Cândida Bezerra de Araújo
Irmã do seu cônjuge
Maria Cândida de Araújo
Irmã do seu cônjuge
João Cândido Pereira de Araújo
Irmão do seu cônjuge
Manoel Petronilo Pereira de Araújo
Irmão do seu cônjuge
Antônio Pereira de Araújo, Filho
Irmão do seu cônjuge
Francisco Hermes Pereira de Araújo
Irmão do seu cônjuge
Maria Estelina de Araújo
Irmã do seu cônjuge
José Venâncio Pereira de Araújo
Irmão do seu cônjuge
Félix Eufrânio de Araújo
Irmão do seu cônjuge
Sérvula Escolástica de Araújo
Irmã do seu cônjuge
Cândida Pereira de Araújo
Irmã do seu cônjuge
Porfíria Francisca Pires de Albuquerque
Irmã do seu cônjuge
Severo Leonardo Bezerra
Pai do seu genro
Josefa Celestina de Albuquerque
Mãe do seu genro
Maria José de Medeiros
Bisavó do seu cônjuge
Guihermina Maria de Jesus
Tia do seu cônjuge
Antônio
Irmão do seu cônjuge
Antônio
Irmão do seu cônjuge
Antônio
Irmão do seu cônjuge


Ao centro: José Leodegário Pires Pereira (Zé Pires). Filho de Francisca Pires Galvão e de Sérvulo Leodegário Pereira de Araújo. À direita de Zé Pires: Valdair Pires Dantas (Sobrinha de Zé Pires e filha de Júlia Pires Pereira) À esquerda de Zé Pires: Valteíres Pires Dantas (Sobrinha de Zé Pires e filha de Júlia Pires Pereira) Local da foto foi na Fazenda Bulhões, a mesma que pertenceu ao Coronel João Damasceno Pereira de Araújo. José Leodegário Pires Pereira (Zé Pires) viveu toda a sua vida na referida propriedade que fica encravada no município de Acari/RN divisa com Currais Novos/RN. A pergunta é: Qual o grau de parentesco de José Leodegário Pires Pereira com o Coronel João Damasceno Pereira de Araújo? O famoso "Bode Preto"? 






Três (03) gerações seguidas em visita à Fazenda Acauã (momento de descontração). Neta, bisneta e trineta de Francisca Pires Galvão. 


As primas Júlia Galvão e Laura Medeiros, bisneta e trineta de Francisca Pires Galvão. 










 VICENTE APRÍGIO DE ARAÚJO GALVÃO (1940 - 2014). Filho de Manoel Aprígio de Araújo Galvão e de Tereza Pires Galvão. Neto de Joaquim Theotônio de Araújo Galvão, sendo bisneto de Ana Marcolina de Jesus (Aninha do Ingá). Neto pela linha materna Tenente-Coronel Antônio Pires de Albuquerque Galvão (Major Pires). Esposo de Benedita Dantas de Araújo. Genitor de Manoel Aprígio de Araújo Neto (Neto Veterinário), Bianca e Betânia.



    ROBERTO VERAS GALVÃO. Filho de Raimundo Aprígio Galvão e de Francisca Veras Galvão. Residiu toda a sua vida em Acari/RN, sendo empresário de sucesso em seu segmento.



Fotos: Renato de Melo Medeiros e arquivo pessoal

A ESTILISTA SERIDOENSE

Ela é natalense, seridoense de origem (Acari e Currais Novos) e desde pequena se interessou pelo mercado de moda, quando enchia o quarto com coleções e coleções de revistas especializadas. Foi morar em Belo Horizonte, virou estilista de verdade, e hoje, de volta ao RN, produz para a Anna Marcolina, grife própria que ela vende em todo o Brasil e na loja A Villa, em Currais Novos, onde mora a mãe e onde ela se instalou num casarão antigo que chama atenção dos fashionistas de plantão. Sobrinha da poetisa Zila Mamede, Luciana une o fashionismo que corre nas suas veias, com a cultura que herdou. De Zila e da família, dedicada às letras. Luciana Mamede Galvão, que no próximno dia 31, lança em Natal a coleção Verão 2011, na Marial Modas, é a entrevistada de hoje do Fim de Semana.


Thaisa Galvão – Como vem a coleção Verão 2012, inspirada em quê?

Luciana Mamede – Essa coleção foi inspirada na solaridade do nosso estado, de acordo com o tema do projeto “Natal pensando Moda – Sebrae RN”. Nós estilistas tivemos a liberdade de, cada um, escolher, dentro do tema principal (o Sol), nossos temas individuais. Intitulei meu verão de “Festa no Mar”, onde pesquisei no próprio mar alguns ícones. Viajando no poema “Canção do Sonho Oceânico”, de Zila Mamede, minha tia, encontrei búzios, marujos, marinheiros, sargaço, vento, gaivotas, céu azul, mares e oceanos de todos os tipos. Iemanjá tornou-se minha rainha e virou estampa. Búzios e corais também viraram estampas; e o sargaço e os nós dos marinheiros transformaram-se em lindas peças artesanais.


Thaisa Galvão – Aonde foram feitas as pesquisas dessa temporada?

Luciana Mamede – Paris, Barcelona e no contexto praia, sol e mar do Rio Grande do Norte.

Thaisa Galvão – E como a gente encontra as peças Anna Marcolina?

Luciana Mamede – Currais Novos na boutique “A Villa”, em Natal na Marial Modas (Afonso Pena), em Pipa, na OH!. Como também em várias capitais e cidades do Brasil. On-line no site www.passarela.com

Thaisa Galvão – Como surgiu a grife? Quem é Anna Marcolina?

Luciana Mamede – A grife surgiu ainda na época em que eu residia em Belo Horizonte onde trabalhava como estilista para outras fábricas como Coven Tricot (MG), hoje fazendo parte do line up do Fashion Rio,Donatella (MG), Lei Básica (ES), dentre outras. Ano de 2004. Anna Marcolina é nome de minha avó paterna, Ana Marcolina de Jesus (Vovó Nanú). Também a bisavó e a famosa ‘Aninha do Ingá’, ancestral de minha árvore genealógica.

Thaisa Galvão – Você hoje integra o “Natal Pensando Moda” do Sebrae. Como é desenvolvido esse projeto?

Luciana Mamede – A partir de reuniões, partimos do princípio de um tema para pesquisa onde o foco é trabalhar nossas próprias riquezas e criatividade. O Sebrae nos une no sentido tema, promovendo consultorias que acompanham o processo criativo, os lançamentos nas feiras e também proporcionando nossa profissionalização mediante cursos e oficinas práticas, objetivando nosso fortalecimento como indústria e comércio de confecção.


Thaisa Galvão – A Anna Marcolina, a partir do projeto do Sebrae, teve a oportunidade de participar do Fashion Business, mercado de negócios montado nas edições do Fashion Rio...

Luciana Mamede – Participamos das feiras durante as semanas de moda do Rio de Janeiro durante os últimos 3 anos, e a partir delas começamos a abrir mais e mais o mercado nacional e internacional para a marca. Feiras de qualidade ímpar onde encontramos os melhores compradores para nossa marca. Onde vimos e somos vistos.

Thaisa Galvão – Tem projetos para o futuro?

Luciana Mamede - Vários..dentre eles abrir mais pontos de vendas no Brasil, ampliar a minha coleção com mais itens e linha paralelas tais como home, infantil e masculino. Além de entrar com mais força no e-commerce.

Thaisa Galvão – Além de estilista, você também é blogueira, atua na TV, como é sua participação na comunicação?

Luciana Mamede - Amo me comunicar e tudo isso que faço me dá um enorme prazer. O blog é meu xodó e uma espécie de diário onde fotografo vagens, pessoas, lugares, exposições e dou dicas em geral sobre arte e cultura. Acredito que moda é arte e que cultura abastece nossas almas de coisas positivas.

Thaisa Galvão – O comércio online tambem pode entrar nos seus planos?

Luciana Mamede - Está na agulha a mudança estrutural do www.annamarcolina.com.br e já estamos com nossa coleção atual à venda no site da paulista www.passarela. com (seguir moda feminina- roupas casuais).

Thaisa Galvão – Qual a peça curinga do proximo verão?

Luciana Mamede – Um belo colete todo feito à mão com tule, renda e linhas bordando a peça. .Chique na medida certa e diferente, podendo ser usado de maneira casual durante o dia ou sofisticada para um look noite



Fonte:






Há cidades cuja história se escreve com a firmeza das pedras, e outras que se moldam pela delicadeza das mãos que lhes ensinaram a ler o mundo. Acari, no coração do Seridó potiguar, nasceu entre ambas as forças: a dureza do chão sertanejo e a ternura persistente de suas educadoras. Entre os nomes que permaneceram gravados na memória do município, três mulheres da família Pires Galvão erguem-se como marcos de uma longa travessia educacional: Cantídia Auta Pires Galvão, Porfíria Pires Galvão e Terezinha de Lourdes Galvão. São figuras distintas na forma e no tempo, mas unidas por um propósito comum — a construção do saber como ferramenta de vida, liberdade e futuro.

A primeira delas, Cantídia Auta Pires Galvão, nascida em 5 de agosto de 1902, filha de João Alfredo Pires Galvão e Cecília Pires de Oliveira, não empunhou o giz nem exerceu o magistério, mas construiu, dentro das paredes de sua casa, a base moral, afetiva e intelectual que moldaria duas gerações de educadores e gestores públicos. Casada em 1918 com José Braz de Albuquerque Galvão, Cantídia enfrentou o ciclo da maternidade com uma coragem quase épica: foram vinte e um filhos, dos quais oito sobreviveram. É pelas mãos desses filhos — e, sobretudo, por suas trajetórias públicas — que seu nome se projetaria para além da memória familiar.

De sua descendência nasceriam dois pilares para a história educacional de Acari. José Braz Filho, fazendeiro, vereador e prefeito por dois mandatos, tornou-se reconhecido como o gestor que mais construiu escolas no município. Em seu governo, a educação adquiriu novas paredes, novos pátios, novos horizontes. Sua irmã, Natércia Galvão, ofertou à cidade uma vida inteira dedicada ao magistério e à administração educacional, chegando a ocupar o cargo de Secretária de Educação por vários anos. Hoje, com mais de noventa anos, permanece lúcida, testemunha viva de um século em que a educação acariense se fez e refez tantas vezes.

É natural, portanto, que a homenagem a Cantídia tenha vindo por linhas que, embora indiretas, revelam um profundo reconhecimento comunitário. Em 8 de abril de 2003, pela Lei Municipal nº 772, o então prefeito Dr. Juarez Bezerra de Medeiros instituiu a Escola Municipal Cantídia Auta Pires Galvão. A criação da escola não apenas eternizou o nome da matriarca, mas consolidou o tributo às benfeitorias educacionais promovidas por seus filhos, especialmente por José Braz Filho e Natércia Galvão. E o gesto foi também, ainda que de modo silencioso, uma retificação histórica: esclareceu-se, enfim, que aquela instituição não devia ser confundida com a creche que funcionou por volta de 1989 na Rua Vicente de Moura, nem com a Escola Municipal Professora Raimunda Rosália Ramalho, criada pela Lei nº 616 de 16 de fevereiro de 1994, instalada no antigo matadouro público.

Se a história de Cantídia se constrói pelo legado que brotou dos outros, a trajetória de Porfíria Pires Galvão, nascida em 1881, filha de Manuel Pires de Albuquerque Galvão e Maria Collecta de Albuquerque, revela uma força íntima, individual, que o destino tentou interromper, mas não conseguiu silenciar. Conhecida na cidade como “Porfíria Aleijada” — alcunha dura, que perdura como marca do imaginário popular — foi antes de tudo uma jovem descrita como alegre, bonita, frequentadora dos bailes e festas sociais que animavam Acari no início do século XX. Foi aluna de seu tio materno, o professor Thomaz Sebastião, em um tempo anterior até mesmo à existência de escolas formais na cidade.

Uma febre tifoide, porém, alterou radicalmente o curso de sua vida. As sequelas transformaram-se em um reumatismo crônico que a condenou à cadeira de rodas. E é justamente nesse limite físico que sua vocação para o magistério encontra seu caminho mais luminoso. Incapaz de se locomover com liberdade, converteu a própria casa em sala de aula, ensinando por mais de trinta anos a crianças acarienses que a visitavam diariamente. Sua dificuldade de locomoção, que a impediu de frequentar a igreja sem o auxílio de dois homens que carregavam sua cadeira de madeira, nunca lhe tolheu o ímpeto de ensinar. Foi uma educadora de grande ternura, carinhosa e tolerante, tratada por seus alunos com o nome afetuoso de “Madrinha”. Também era Irmã Franciscana Secular, vivendo intensamente a fé que lhe moldava o caráter.

O reconhecimento institucional veio ainda durante a década de 1930, quando, em 10 de abril de 1931, o prefeito Cel. Cipriano Bezerra Galvão Santa Rosa criou a Escola Municipal Manoel Augusto Bezerra, nomeando Porfíria como mestra. A escola funcionou em duas salas de sua residência, em um gesto que unia o espaço doméstico e o espaço do ensino, convergidos pela necessidade e pela vocação. Décadas depois, em 11 de maio de 1992, o nome de Porfíria foi eternizado na criação da Escola Municipal Professora Porfiria Pires Galvão, por meio do Decreto nº 127-A, também durante a gestão do prefeito Dr. Juarez Bezerra de Medeiros. A instituição funcionou primeiro na Rua Pedro Estevam de Medeiros e, posteriormente, na Rua Desembargador Silvino Bezerra, ocupando o antigo prédio da Escola Estadual Cônego Ambrósio, fundada em 1967 pelo Governador Monsenhor Walfredo Gurgel.

Se Porfíria representa a resistência do espírito sobre o corpo, Terezinha de Lourdes Galvão — ou simplesmente “Lourdinha” — traduz a intensidade de uma vida vivida com urgência, sensibilidade e propósito. Nascida em 1944, filha de João Bezerra Neto e Francisca Pires Galvão, iniciou os estudos aos seis anos na Escola Enéas Pires Galvão, no Sítio Cabeço Branco, propriedade do avô materno. Após concluir o primário no Grupo Escolar Thomaz de Araújo, interrompeu a trajetória escolar para dedicar-se à família. Casada com Airon Pires Galvão, tornou-se mãe de sete filhos, aos quais ofereceu o mesmo zelo com que mais tarde dedicaria à escola.

Quando decidiu retomar os estudos, sua coragem tornou-se exemplo. Em 1972, reiniciou a formação no Ginásio Supletivo. Em 1975, ingressou no curso de Magistério. Em 1978, foi aprovada no vestibular para Letras e, seis meses depois, transferiu-se para Pedagogia, curso que abraçava sua verdadeira vocação, embora não chegasse a concluí-lo. A intensidade com que voltou à educação refletiu-se em uma carreira multifacetada: foi professora no Sítio Sobradinho, na Escola Municipal Dr. Odilon Guedes e na Escola Normal de Acari; assumiu funções administrativas como auxiliar de biblioteca, datilógrafa da Secretaria de Educação e supervisora da Educação Integrada do Mobral; foi vice-presidente do Centro Cívico Marechal Rondon; atuou como diretora substituta da Maternidade de Acari e vice-diretora da Escola Estadual Dr. José Gonçalves de Medeiros. Em todas as funções, deixou a marca da serenidade, da compreensão, da lealdade e da correção ética que todos reconheciam como traços fundamentais de sua personalidade.

Terezinha faleceu prematuramente aos 37 anos, em 1981, mas sua vida curta ressoou com uma força que só as existências intensas conseguem emitir. Em 1º de dezembro de 1986, pela Lei nº 518, instituída pelo então prefeito José Braz Filho — sobrinho de Lourdinha por casamento — a Escola Municipal Professora Terezinha de Lourdes Galvão foi criada em sua homenagem, selando um elo comovente entre duas gerações de uma mesma família: a matriarca que formou o prefeito e a educadora que inspirou sua gestão.

As histórias de Cantídia, Porfíria e Terezinha se entrelaçam com o próprio caminho da educação em Acari, cuja institucionalização remonta ao início do século XX. O Grupo Escolar Thomaz de Araújo, considerado a primeira escola do município, começou a funcionar em 1908 por iniciativa de Francisco Bezerra de Araújo Galvão e com doações de fazendeiros locais, ocupando o prédio onde hoje está a Câmara de Vereadores. Foi oficializado pelo decreto nº 193 de 13 de março de 1909, tornando-se o segundo grupo escolar do Seridó. Em 19 de abril de 1941, a pedido do prefeito Ângelo Pessoa, iniciou-se a construção de um novo edifício ao lado da Matriz, inaugurado em 1º de agosto de 1942. É crença viva na memória local que o primeiro professor a ensinar na instituição, ainda em 1908, tenha sido Thomaz Sebastião — o mesmo mestre que formou Porfíria no tempo anterior às escolas formais.

Assim, as três mulheres da família Pires Galvão — Cantídia, Porfíria e Terezinha — ocupam, cada qual à sua maneira, lugar definitivo no gesto contínuo de alfabetizar e iluminar Acari. A educação, que nelas se revelou ora pela força íntima da vocação, ora pela maternidade capaz de formar líderes educacionais, ora pela coragem de recomeçar, tornou-se o fio que costura suas histórias às da cidade. São lembradas não apenas pelas escolas que levam seus nomes, nem apenas pelos votos de reconhecimento público, mas pelas vidas que moldaram, pelos filhos e alunos que formaram, pelos exemplos que deixaram em suas trajetórias singulares.

Acari hoje lê, escreve e se reinventa também porque essas três mulheres, em tempos e condições tão diferentes, acreditaram que ensinar — no lar, na memória, na sala de aula ou mesmo sobre uma cadeira de rodas — era uma forma de plantar futuro no chão seco do Seridó. E esse futuro, teimoso como o mandacaru, continua a florescer.


        JOSÉ GENTIL FERNANDES DE MEDEIROS. Nasceu em Acari/RN. Agropecuarista, político. Filho de Pedro Pires de Medeiros e Anabel Fernandes Pires. Neto de Mário Gonçalves de Medeiros e de Porfíria Eusébia Pires de Medeiros.  São seus tios-avós pelo lado materno: Francisco Pires Galvão (1873 - ?); Francisco Elviro Pires de Albuquerque (1874 – 1946); Antônio Pires de Albuquerque Galvão Filho  (1876 - ?); Cipriano Pires Galvão  (1878 – 1949); Enéas Pires Galvão (1879 – 1861); Leônidas Pires Galvão (1880 – 1966); Ana Pires Galvão: (1882-?); Lindolfo Pires Galvão (1884 – 1896); José Pires Galvão (1886 – 1952); Theresa Pires Galvão (1889 – 1978); Horácio Pires Galvão (1891 – 1950);  João Deão Pires Galvão (?/?); Júlio Pires Galvão (?/?) Gentil Pires Galvão (?/?); Regina Pires de Albuquerque (1908/?).  
 
    Conforme a lembrança do escritor Joselito Araújo lhe advém os versos do saudoso Sebastião Moura, após uma noite de festa política na Fazenda Benedito, deixando o local com a madrugada bem encaminhada, recebe de Seu Bilé a advertência:  " - Ô, Moura Véi, vai deixar a nossa casa sem uma poesia?"  Sebastião, de estirpe poeta e inspiração arrimada no repente, virou-se para o amigo e exclamou em voz alta:  - Adeus Fazenda Benedito, que me tratou com carinho, ouvindo o mugir do gado e o cantar dos passarinhos, só voltarei outro dia, com a vitória de Marinho!"  A última frase veio acompanhada de um murro sobre o capô da caminhonete de Seu Bilé. Fez-se festa ao repente do poeta, com gritos e muitas palmas".  


O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB) requereu, na forma regimental, após ouvido o Colegiado de Líderes, que seja registrado nos Anais da Casa, Moção de Congratulações pelo centenário de Dr. Paulo Gonçalves Pires de Medeiros, que se vivo fosse, neste dia 25 de fevereiro estaria comemorando 100 do seu nascimento.   “Filho do paraibano Mário Gonçalves de Medeiros e da potiguar Porfíria Euzébia Pires de Medeiros, Dr. Paulo Gonçalves de Medeiros nasceu na cidade de Acari, no Rio Grande do Norte em 25 de fevereiro de 1921 e se formou em Medicina em dezembro de 1947 em Recife-PE, tendo sido o orador da turma na solenidade de colação de grau. Em janeiro de 1948 chegou ao município de Jardim do Seridó, um médico jovem para cooperar com as necessidades de saúde pública junto ao Dr. Manoel Brandão. As mulheres do município passam a confiar a Dr. Paulo seus partos e ele assume essa luta por ter extremo afinco ao assunto obstetrício, no qual tinha feito especializações”, justifica o deputado Ezequiel.   O autor do requerimento ressalta ainda que, em Jardim do Seridó o Dr. Paulo Gonçalves foi incumbido de administrar a maternidade local, tendo sido entusiasta na busca pela construção do hospital e maternidade Dr. Ruy Mariz, juntando forças com o Manoel de Brito e Manoel Vilar, este último secretário de Saúde do Rio de Janeiro.   Amanhã (25), a cidade de Jardim do Seridó, através da prefeitura municipal presta justa homenagem ao Dr. Paulo Gonçalves, numa programação que começa às 5h com alvorada com a banda de música Euterpe Jardinense, às 10h tem programação especial na Rádio Cabugi do Seridó, às 16h tem live "A vida e História de Dr. Paulo Gonçalves" e às 19h tem missa solene do Centenário e entrega da comenda Antônio de Azevedo Maia, maior honraria da Câmara Municipal. A fama do médico cresceu e ele começou a assistir cidades circunvizinhas como Parelhas, Equador, Junco do Seridó, Santa Luzia, São João do Sabugi, Ouro Branco, São José do Seridó e Acari.  O médico Paulo Gonçalves exerceu cinco mandados de deputado estadual. De 1963-1967; 1968-1971; 1972-1975; 1976-1979 e 1980-1983, tendo interrompido este último para ser Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.  Na sua presença no Legislativo Estadual ele trabalhou pelo homem do campo, pelo pecuarista e pelos menos favorecidos. Além dos mandatos eletivos, participou da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa 

MEU NOME É FRANCIMAR DE ARAÚJO GALVÃO. DURANTE MINHA INFÂNCIA E PRENÚNCIO DE JUVENTUDE MOREI EM UMA DAS FAZENDAS DO DR. PAULO GONÇALVES, LOCALIZADA NA COMUNIDADE RIACHÃO NO MUNICÍPIO DE JARDIM DO SERIDÓ. HOJE, EXERÇO A FUNÇÃO DE CONSULTOR NA ÁREA DE DESENVOLVIMENTO RURAL E, NÃO POSSO DEIXAR DE FAZER MENÇÃO AO TIPO DE RELAÇÃO QUE O DR. PAULO EXERCIA JUNTO AOS TRABALHADORES QUE MORAVAM EM SUAS FAZENDAS. MEU PAI, O SR. FRANCISCO BATISTA GALVÃO ADMINISTRAVA UMA ÁREA EM TORNO DE 150 HECTARES DE TERRA COMPOSTA POR 02 AÇUDES, 01 BARRAGEM E, ÁREAS PROPÍCIAS AO DESENVOLVIMENTO DA CULTURA ALGODOEIRA. CRESCI OBSERVANDO A GRANDE PRODUÇÃO DESENVOLVIDA NAQUELA FAZENDA ONDE, ALÉM DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA DE ALGODÃO, SE DESENVOLVIA A PRODUÇÃO DE ARROZ, FEIJÃO, MILHO, BATATA DOCE, MELANCIA, MELÃO, GERIMUM, CEBOLA, TOMATE, LIMÃO, GOIABA, MANGA, COCO, E, ATÉ MESMO GERGELIM, VI SER PRODUZIDO NAQUELA ÁREA. NAS ÉPOCAS DE SAFRA, ERA COMUM SAIR MAIS DE UM CAMINHÃO DE ALGODÃO DA FAZENDA RIACHÃO, COM PRODUÇÃO QUE ULTRAPASSAVA 08 TONELADAS. EM 1978, LEMBRO DE UMA PRODUÇÃO DE ARROZ TÃO VOLUMOSA QUE A CASA DA FAZENDA ONDE MORÁVAMOS FOI TRANSFORMADA EM ARMAZÉM. A SAFRA DE MANGA VENDIDA NOS PÉS, ERA LEVADA PARA CAICÓ. NA ÁREA DA FAZENDA HAVIA 08 PÉS DE MANGAS FRONDOSAS CUJA PRODUÇÃO IMPRESSIONAVA. A BARRAGEM SITUADA EM PONTO ESTRATÉGICO PRÓXIMO A AFLUÊNCIA DO GRANDE RIACHO, DENOMINADO "RIACHÃO" COM O RIO SERIDÓ SE DESTACAVA PELA QUALIDADE DO SOLO. NA ÁREA, ALÉM DA PRODUÇÃO DE ARROZ, DESENVOLVIDA DURANTE A QUADRA INVERNOSA, AINDA SE PERMITIA A PRODUÇÃO DE FEIJÃO, MILHO E OUTRAS CULTURAS DE SEQUEIRO E, A PRODUÇÃO DE LEITE E, A ENGORDA DE ANIMAIS PARA O CORTE MERECE DESTAQUE ESPECIAL. EM UMA ÉPOCA EM QUE A TECNOLOGIA APLICADA A PRODUÇÃO DE LEITE PRATICAMENTE NÃO EXISTIA, MEU PAI CONSEGUIA FAZER COM QUE VACAS SEM NENHUM DESTAQUE GENÉTICO CHEGASSEM A PRODUZIR EM TORNO DE 15 LITROS DE LEITE POR DIA CADA UMA. LEMBRO BEM DO NOME DE ALGUMAS DELAS: VIADINHA, HOLANDESA, CACHOEIRA, ESTRELINHA, CORAÇÃO, FANTASIA, COLOMBITA, PRETINHA, ENTRE OUTRAS. AS VACAS QUE SE DESTACAVAM EM PRODUTIVIDADE ERAM ALIMENTADAS NO COCHO E, PRATICAMENTE NÃO SAIAM DO CURRAL. A PRODUÇÃO DE CAPIM ERA TÃO VOLUMOSA QUE, AS VACAS DORMIAM EM CIMA DAS SOBRAS. MUITAS VEZES, O CAPIM QUE SOBRAVA DO DIA ANTERIOR ERA DOADO PARA PEQUENOS CRIADORES APROVEITAR EM SUAS ATIVIDADES.SOU TESTEMUNHA DISSO. A ENGORDA DE BOIS, SE DAVA DE UMA FORMA INTERESSANTE, POIS, MEU PAI TRATAVA DOS ANIMAIS AMARRADOS EM ALGAROBAS, O QUE ERA MUITO COMUM SE VER. LEMBRO DE UMA MADRUGADA EM QUE FORAM MORTOS MUITOS BOIS DENTRO DE UM CURRAL NA FAZENDA LEMBRO DAS FERRAS DE GARROTES E, AS PEGAS DE GADO PARA VACINAÇÃO QUE SE DAVA NO FAMOSO CURRAL DE CARNAUBEIRAS. OS BANHOS NA BARRAGEM DO RIACHÃO E, OS JOGOS DE BOLA NOS PEQUENOS CAMPINHOS ESPALHADOS PELAS VÁRZEAS DA FAZENDA. COMO NÃO LEMBRAR DO INVERNO DE 1974, QUANDO AINDA CRIANÇA VI TUDO AQUILO TOMADO DE ÁGUA. EM 1985 TIVE A OPORTUNIDADE DE VER UMA DAS MAIORES ENCHENTES DO RIO SERIDÓ. TAMBÉM, ME DEPAREI COM SECAS HORRÍVEIS, COM DESTAQUE PARA 1993 QUE FULMINOU A CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DA FAZENDA RIACHÃO. DURANTE UM INTERVALO DE 18 ANOS, NUNCA TINHA VISTO UMA PRODUÇÃO DE LEITE TÃO INSIGNIFICANTE NA FAZENDA RIACHÃO, COMO OBSERVEI EM 1993. O COMPRADOR DE LEITE DA FAZENDA, PRODUZIA QUEIJOS EM JARDIM DO SERIDÓ E, DURANTE MUITOS ANOS UMA CAMINHONETE MODELO F-4000, PASSAVA TODOS OS DIAS PELA FAZENDA PARA PEGAR O LEITE QUE ERA DESLEITADO A PARTIR DAS TRÊS HORAS DA MANHÃ SOB A BATUTA DE MEU PAI, O CONHECIDO CHICO CABOCLO. A PRODUÇÃO SEMPRE ULTRAPASSAVA OS 90 LITROS. PORÉM, EM 1993, O COMPRADOR A FAZENDA RIACHÃO FOI RESPONSÁVEL PELA SOBREVIVÊNCIA DE VÁRIAS FAMÍLIAS DURANTE MAIS DE VINTE ANOS. ALÉM DOS TRABALHADORES BRAÇAIS, ENVOLVIDOS DIRETAMENTE NA ATIVIDADE DE CRIAÇÃO DE GADO, HAVIAM OS TRABALHADORES DAS ROÇAS E, VAZANTES, APANHADORES DE ALGODÃO, PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS NA CONSTRUÇÃO DE CERCAS. NÃO POSSO DEIXAR DE MENCIONAR AS ATIVIDADES DE CRIAÇÃO DE GALINHAS E, PORCOS, QUE ERAM ATIVIDADES GERIDAS POR MINHA MÃE, A SENHORA MARIA DE FÁTIMA DE ARAÚJO GALVÃO. ERA TAMBÉM RESPONSABILIDADE DE MINHA MÃE A PLANTAÇÃO DA HORTA PARA PRODUÇÃO DE CEBOLAS, COENTRO E, TOMATE. TAMBÉM VALE DESTAQUE A CRIAÇÃO DE OVELHAS, CUJA ATIVIDADE ERA DE CONFINAMENTO DEVIDO AO FATO DE QUE, NÃO HAVIA NA FAZENDA ESTRUTURA PARA TAL ATIVIDADE, PELO FATO DE SE TRATAR DE UMA FAZENDA BASICAMENTE VOLTADA A PRODUÇÃO DE ALGODÃO E CRIAÇÃO DE BOVINOS. ESTE DESTAQUE VALE A PENA PELO FATO DE QUE, O DR. PAULO GONÇALVES DE MEDEIROS, TINHA COMO UMA DE SUAS CARACTERÍSTICAS OFERECER OPORTUNIDADES PARA QUE AS PESSOAS (...)






ELÇA MORAIS DE MEDEIROS (1929/2022). Filha de Manoel Sérgio de Medeiros. Neta de Maria Benta de Albuquerque. Toda a sua vida foi em Currais Novos/RN da Fazenda São Sebastião para a rua VPA, por trás da Central do Cidadão. Na foto vemos seus primos numa visita de cortesia, todos descendentes de João Raphael Dantas (1888/1975) irmão do pai de Elça Medeiros. Na foto vemos Eliseu, Kêlia, Gabrielle (no braço da tia), Geórgia e Laura. Todos ai assinam no sobrenome MEDEIROS.  







100 ANOS DA FAZENDA YPIRANGA


Foi comemorado em grande estilo o centenário  (1923/2023) da Fazenda YPIRANGA . Os herdeiros ADONIAS GALVÃO E DEMAIS FAMILIARES promoveram como bons seridoenses uma belíssima recepção. 


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