Graduado em Design de Produto pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1989, Frederico Nicolau consolidou-se como um poliglota e erudito cujas andanças por diversos continentes e a residência em solo lusitano forjaram a base de sua vasta bagagem cultural. Detentor de distintas condecorações, como as medalhas Amigo da Marinha, Santos-Dumont, Europeia Ad Honorem e Luís Gonzaga, sua autoridade é também referendada por diplomas de instituições militares de relevo, a exemplo da Base Aérea de Natal e do 17º Grupo de Artilharia de Campanha. Entre 2008 e 2019, emprestou seu talento à Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Rampa, transcendendo o labor técnico para atuar como roteirista do documentário “Natal, Encruzilhada do Mundo” e coautor da obra “Cavaleiros dos Céus”, além de colaborar assiduamente com publicações especializadas em aviação tanto no Brasil quanto no exterior. Especialista na história da Segunda Guerra Mundial, Freder...
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GUERRA DOS BÁRBAROS
O fim da União Ibérica em 1640 e a expulsão dos holandeses em 1654 colocou o Nordeste brasileiro em evidência para o reino português que passou a investir na conquista e ocupação da região. Portugal visava ganhar maior autonomia, expandir a atividade pecuária e evitar novos invasores estrangeiros na Colônia e impor a distribuição de terras. O Brasil do século XVII (1 de janeiro de 1601 – 31 de dezembro de 1700), era bem distinto do atual, a colônia americana do Império Português era formada, até metade do século, pelo Estado do Grão Pará e Maranhão, área composta quase em sua totalidade por litorais. De acordo com Silva (2009, p. 39), a área mais rica naquela época, era a zona do açúcar, que se estendia pelo litoral desde o Recôncavo baiano até a Paraíba, alcançando as áridas costas do Rio Grande do Norte, onde haviam cidades e vilas prósperas. Dessas vilas partiram homens que, empurrados pela Coroa portuguesa e pela elite canavieira, fizeram guerra aos povos indígenas nos interiores d...

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