histórico-social focado no desmoronamento da antiga estrutura rural da
região do Seridó potiguar, no Nordeste do Brasil, ocorrido predominantemente
entre as décadas de 1970 e 1990. A pesquisa descreve como a sociedade
tradicional, marcada pela grande
propriedade rural, a pecuária e o patriarcado, e moldada
por uma tradição
cultural ibérica, africana e ameríndia, sobreviveu quase
intacta por séculos. O colapso dessa estrutura é atribuído a fatores como
o crescimento
demográfico (que levou ao parcelamento das terras por
herança), as secas,
a crise do algodão e
a falência de grandes fazendeiros e comerciantes. O autor utiliza uma abordagem
de "história
vista de baixo", recorrendo amplamente a fontes orais e
à literatura de
cordel para capturar a experiência e a memória dos
sertanejos durante essa transição, que resultou no êxodo rural para as
cidades.
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
Comentários
Postagens mais visitadas deste blog
Graduado em Design de Produto pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1989, Frederico Nicolau consolidou-se como um poliglota e erudito cujas andanças por diversos continentes e a residência em solo lusitano forjaram a base de sua vasta bagagem cultural. Detentor de distintas condecorações, como as medalhas Amigo da Marinha, Santos-Dumont, Europeia Ad Honorem e Luís Gonzaga, sua autoridade é também referendada por diplomas de instituições militares de relevo, a exemplo da Base Aérea de Natal e do 17º Grupo de Artilharia de Campanha. Entre 2008 e 2019, emprestou seu talento à Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Rampa, transcendendo o labor técnico para atuar como roteirista do documentário “Natal, Encruzilhada do Mundo” e coautor da obra “Cavaleiros dos Céus”, além de colaborar assiduamente com publicações especializadas em aviação tanto no Brasil quanto no exterior. Especialista na história da Segunda Guerra Mundial, Freder...
O fim da União Ibérica em 1640 e a expulsão dos holandeses em 1654 colocou o Nordeste brasileiro em evidência para o reino português que passou a investir na conquista e ocupação da região. Portugal visava ganhar maior autonomia, expandir a atividade pecuária e evitar novos invasores estrangeiros na Colônia e impor a distribuição de terras. O Brasil do século XVII (1 de janeiro de 1601 – 31 de dezembro de 1700), era bem distinto do atual, a colônia americana do Império Português era formada, até metade do século, pelo Estado do Grão Pará e Maranhão, área composta quase em sua totalidade por litorais. De acordo com Silva (2009, p. 39), a área mais rica naquela época, era a zona do açúcar, que se estendia pelo litoral desde o Recôncavo baiano até a Paraíba, alcançando as áridas costas do Rio Grande do Norte, onde haviam cidades e vilas prósperas. Dessas vilas partiram homens que, empurrados pela Coroa portuguesa e pela elite canavieira, fizeram guerra aos povos indígenas nos interiores d...
Comentários
Postar um comentário