A Morte do Sertão Antigo no
Seridó
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O
texto apresenta um estudo histórico e social aprofundado sobre a "morte do Sertão Antigo" na
região do Seridó, no Rio Grande do Norte, um período de ruptura da estrutura
social rural tradicional que ocorreu principalmente entre as décadas de 1970 e
1990. Historicamente, essa sociedade rural foi organizada em torno da grande propriedade pecuarista e
das relações de
parceria, com a presença de fazendeiros, vaqueiros e escravos,
sobrevivendo quase incólume por séculos. A análise ressalta a importância
da tradição ibérica,
afro-brasileira e ameríndia na formação da cultura
sertaneja, explorando o papel do catolicismo popular, da literatura de cordel e
do imaginário social. O colapso dessa estrutura é atribuído ao crescimento demográfico, parcelamento de
terras por herança, e à crise da cotonicultura, que desencadeou um
intenso êxodo rural. O estudo utiliza uma abordagem de "história vista de baixo",
recorrendo amplamente a fontes orais para capturar a experiência dos sertanejos
durante esse desmoronamento.
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